Entenda o que são os royalties de uma franquia

A investida em um novo negócio, seja ele próprio ou não, muitas vezes nos faz crescer em termos de conhecimento. Afinal, a pesquisa é o mínimo que se deve fazer para conhecer o mercado e evitar os prejuízos. Nesse sentido, um assunto importante deve ser discutido: os royalties de franquia.

O investimento em franquias tem sido a saída para muitos empreendedores, pois elas costumam oferecer menos risco quando comparadas às empresas tradicionais. Além disso, o crescimento do setor surpreende, mesmo diante da reorganização econômica pela qual passa o Brasil.

Ao adotar esse sistema, o franqueado compartilha de alguns benefícios, como suporte do franqueador, reconhecimento da marca e planejamento já definido. Contudo, nem todos os interessados realizam uma avaliação completa, por isso deixam escapar itens importantes — capazes de impactar no orçamento.

Se não quiser ter surpresas depois de fechar o contrato, continue lendo o artigo que preparamos sobre os royalties!

O que são royalties de franquia?

Trata-se de um pagamento periódico, isto é, uma espécie de mensalidade pelo uso da marca, bem como dos serviços disponibilizados. Essa forma de ganho está descrita na lei nº 8.955/94 e cada franquia estipula o seu valor, já que não há critérios indicativos legais para a elaboração da cobrança.

Apesar disso, o franqueador não pode deixar o tema nas entrelinhas, mas deve destacá-lo — de maneira objetiva e clara — no documento denominado de Circular de Oferta de Franquia (COF).

Para que servem?

O contrato de franquia funciona como mão dupla, pois tanto o franqueador quanto o franqueado têm os seus direitos resguardados, mas também são submetidos a obrigações.  

Com relação aos royalties, há um pagamento inicial, referente à licença e ao treinamento. Depois, a cobrança passa a ser regular, como forma de manutenção da assessoria e filiação. Em outras palavras, essa é a principal fonte de renda do franqueador.

Além disso, o valor recolhido tem a sua importância dentro da franquia, pois cobre os custos com o treinamento, atualização de materiais, orientação corporativa, implementação de comunicação interna, acordo de vendas e outras demandas.

Como é feita a cobrança?

Assim como cada franqueador adota um limite para a remuneração dos royalties, cabe a ele também definir a forma de cobrança, de acordo com o modelo de negócios. Veja os principais:

Percentual ou valor mínimo

Em um dado momento, a franquia pode optar por um ou por outro, tudo depende  de a condição ser vantajosa. Por exemplo, no contrato, a marca fixa um valor de R$ 5 mil mensais ou 5% sobre o faturamento de tudo o que a sua unidade faturar no mês.

Nesse caso, se o faturamento bruto exceder o limite estipulado para os royalties, cobra-se o percentual e não o valor fixado. Como fica isso na prática?

  • Se os 5% correspondem a R$ 4 mil, você paga os R$ 5 mil.
  • Mas se esses mesmos 5% indicar R$ 6 mil, aí a cobrança é realizada com base no percentual.

Valor fixo

Esse outro método apresenta dois lados da moeda porque, ao estabelecer uma quantia, a arrecadação pode ser vantajosa ou não. No caso do franqueado, isso fica ainda mais tenso, pois, independentemente do resultado, o limite é único — isto é, nos meses de menor faturamento, o caixa poderá sentir um pouco mais.

Percentual sobre as vendas

Nesse sistema, a dedução é realizada a partir do montante (das vendas) feito pela franqueadora para a unidade. Ou seja, o modelo é praticado quando a franquia é a fornecedora exclusiva ou a intermediária nas negociações com os fornecedores.

Lucro ou percentual sobre o faturamento

A metodologia se assemelha a do “percentual ou valor mínimo”. Nessa situação, leva-se em conta o fator de proporcionalidade, ou seja, a arrecadação decorre segundo o desempenho da unidade. Aí, você repassa a quantia equivalente.

Depois de ler tudo isso você pode se perguntar: qual é a melhor cobrança de royalties de franquia? Não é possível fazermos esse apontamento porque cada método expõe a sua particularidade, mas lembre-se: o que não pode faltar é a transparência na hora das partes firmarem o contrato.

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